
Não deu outra.
Acuado e apático seriam dois bons adjetivos para a seleção brasileira no primeiro tempo sofrível contra os paraguaios, contudo, nenhuma das duas palavras seria suficiente para definir a bosta que foi o futebol do Brasil.
A razão é mais do que óbvia: a seleção continua sem padrão tático e conta única, e exclusivamente, com o talento de seus jogadores. O problema é que sem Kaká, sem Ronaldinho e com três volantes sem técnica não há a menor chance de termos estes lampejos de qualidade.
Sem saída de bola, nem pelas laterais e muito menos pelo meio, o Brasil foi mero espectador do jogo, assim como Dunga, que apesar das substituições ofensivas não conseguiu uma vez sequer ameaçar o Paraguai.
Para se ter uma idéia do pandemônio o lance mais comemorado pela torcida brazuca certamente foi a expulsão de Veron no início do segundo tempo. Momento este que veio seguido de uma ducha de água fria com o segundo gol do Paraguai.
E foi assim que o esquema ultra-vencedor de três volantes sucumbiu perante um Paraguai minimamente ajeitado. Já o "técnico" Dunga certamente não dormiu naquela noite. Deve ter se revirado a noite inteira pensando porque raios o esquema que bateu a Argentina na Copa América e que, em suas palavras, deu a vitória contra o Uruguai (a partir da entrada de Josué no lugar de Ronaldinho ) não deu certo nesta tarde abominável.