
Clássico é clássico e vice-versa. O aforismo filosofal nunca pareceu tão adequado e descabido ao mesmo tempo, como foi na tarde deste domingo no confronto entre São Paulo e Palmeiras. Adequado porque de fato foi um jogo único, mas descabido pois já de cara era dado como um confronto de dois times em status diferentes.
Favorito antes do confronto, o alviverde tomou para si o papel de dominador enquanto o favorito decepcionante da temporada, também conhecido como São Paulo, resolveu jogar da forma que lhes parece mais cabível atualmente e que tanto deu certo na temporada passada; abdicando de jogar para impedir o futebol alheio.
E foi assim de cabeça-baixa com futebol de timinho, de um jeito meio que medíocre, meio contestado, meio sem charme que os comandados de Muricy Ramalho foram eficientes que só eles na complicada tarefa de parar o mais novo "time galático" do Brasil. É, desse jeito mesmo Zé Luís parou Valdívia, Adriano deu show (com direito à manchete) e Miranda, André e Alex Silva garantiram lá atrás.
Esperto que só, o São Paulo tratou de afirmar rapidinho, logo depois do jogo, que o Palmeiras ainda é favorito. Resta saber se o complexo de inferioridade garantirá outro triunfo à equipe....