sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Queimando até o chão

Conturbado pela revolta conjunta de suas promessas, o São Paulo ainda não tem definição sobre que rumo dar a Diogo, Lucas Piazon e principalmente Oscar.

Se depender de uma parte da torcida o meia mais talentoso a passar pela base tricolor nos últimos anos já tem seu destino selado: a rua.

No final da partida entre São Paulo e Juventude, válida pela semi-final da Copinha e vencida pelos paulistas, os torcedores da equipe do Morumbi, empolgados com o desempenho do atual 10 Marcelinho e do resto do time gritaram:

"Ei Oscar, vai tom...... "

Seguido de:

"Oscar, vai se fu..... O São Paulo não precisa de você!"

Não foi em grande escala porque não havia tanta gente assim em Jaguariúna, mas já é um indício importante do que deve esperar o jogador caso ele continue no clube.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Professor...


Em uma jogada avançada de planejamento futebolístco, o Queens Park Rangers, da Inglaterra, anunciou que pretende contratar nada mais nada menos do que Romário para ser seu técnico na próxima temporada. De acordo com uma notícia do The Sun, a intenção do clube, que pertence a Flavio Briatore, é colocar o QPR no mapa por meio da popularidade do “peixe”.



Não bastasse o absurdo de escolher um treinador por esse método, o jornal ainda diz que Briatore quer firmar uma parceria com o América-RJ, onde Romário é gerente de futebol, para “trazer os melhores jogadores brasileiros para o clube inglês”.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

quinta-feira, 12 de março de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Rumo a 2010: Brasil 2 X 0 Itália

Já virou rotina. Sempre que Dunga está (mais) pressionado a seleção brasileira pega e faz uma atuação de gala diante de adversários mais fortes. É claro que esse "fenômeno" está bastante ligado ao fato do Brasil só saber jogar com equipes que saem para o jogo, mas a vitória contundente em cima de uma displicente Itália mostrou que os jogadores que estão lá podem sim dar conta do recado.

O Brasil mudou o seu sistema de jogo em relação à vitória contra Portugal em novembro do ano passado, voltando a atuar no 4-2-3-1 (fig.1) que levou o time a seus melhores resultados sob a tutela de Dunga.


Já a Itália veio novamente com o 4-3-3 utilizado desde o retorno de Marcelo Lippi ao comando da Azzuri, apostando na habilidade de Pirlo e De Rossi pelo meio e nas investidas pelas laterais do campo. (fig.2).


1º tempo

Com a bola rolando, a equipe italiana dominou as ações nos dez primeiros minutos (tendo inclusive um gol erradamente anulado), mas depois foi suplantada pela boa marcação e movimentação dos brasileiros. Enquanto Di Natale e Pepe, que deveriam ser os responsáveis por levar a bola em direção a um isolado Gilardino, foram completamente anulados pela boa marcação de Maicon e Marcelo, Elano e Robinho seguiram as orientações de Dunga à risca, acompanhando sempre que possível as descidas de Grosso e Zambrotta. Graças a essa marcação ferrenha pelos lados do campo e compactação por parte dos volantes Gilberto Silva e Felipe Melo, restou aos italianos apostar nos lançamentos de Pirlo para tentar qualquer coisa.

Já no ataque, meio-de-campo brasileiro se aproveitou do fato de ter 5 jogadores contra 3 para imprimir um ritmo acelerado de toques rápidos e movimentação intensa, principalmente com Robinho e Elano caindo pelos lados do campo. Não por acaso as melhores chances brasileiras, e os dois gols, aconteceram quando a bola passou pelos ex-jogadores do Santos entrando em diagonal na área adversária.

O 2º tempo

Na segunda etapa Lippi decidiu trocar quatro jogadores de uma vez e mudou o esquema para um 4-4-1-1, com a idéia de descer com mais força pelas laterais do campo e aproveitar o espaço entre a linha de defesa e os volantes brasileiros com o jovem Giuseppe Rossi (fig.3).



A Itália foi mais time durante toda a segunda etapa, mas a marcação brasileira continuou implacável, contando ainda com as brilhantes defesas de Julio César para salvar o time nos momentos de perigo.

No fim, o Brasil conseguiu uma importante vitória sobre uma grande equipe, que no entanto, não esteve inspirada, se mostrando até displicente em diversos momentos. Mesmo assim, o teste foi válido e Dunga segue forte pelo menos até o próximo jogo, contra o Equador na altitude de Quito.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A herança de Juande Ramos

Em outubro de 2008 o Tottenham resolveu fazer uma reformulação considerável em seu departamento de futebol. Seguindo um péssimo desempenho no campeonato inglês e contando com a fúria da torcida pelas negociações praticadas no inverno do ano supracitado, o presidente do clube londrino, Daniel Levy, decidiu fazer a limpa e demitiu de uma só vez o treinador Juande Ramos, os auxiliares técnicos Gus Poyet e Marcos Álvarez e o diretor de futebol Damien Comolli.

A reformulação ainda não mostrou muitos resultados, uma vez que o Tottenham ainda patina na Premier League, mas a política pós-Ramos já dá toda a pinta de que a diretoria dos Spurs percebeu a merda que fez.

Equívocos em série

Afora os resultados, a pior crítica que foi feita ao Tottenham foi a respeito da política de contratações praticada. Aí a culpa recai totalmente nos que foram demitidos e, em especial, sobre Damien Comolli.

O diretor empreendeu uma verdadeira jornada de absurdos nas contratações e vendas dos Spurs em julho do ano passado. Primeiro o Tottenham foi ao mercado, gastou horrores e trouxe de uma vez os meias-ofensivos Luka Modric, David Bentley e Giovani dos Santos, três jogadores promissores, mas que têm características de jogo parecidas e que ainda não podem ser chamados de craques ou qualquer coisa parecida.

Na sequencia os Spurs venderam Robbie Keane e Dimitar Berbatov, nada mais nada menos do que a dupla titular de ataque. A grana obtida daria pra cobrir o gasto com os três meias e ainda trazer algum nome top para o ataque, certo? Bom, o problema é que os nomes escolhidos para substituir uma das melhores duplas de frente do futebol mundial foram russo Roman Pavlyuchenko (que apesar de bom jogador ainda não é um nome consagrado) e a jovem promessa do Manchester United Frazier Campbell, que veio por empréstimo. Ou seja, em uma tacada só os Spurs encheram o time de meias ofensivos e trouxeram somente um atacante de relativa qualidade para substituir três bons nomes (Berbatov, Keane e Defoe, que havia saído em janeiro de 2008).

Pra piorar, o setor menos reforçado dos Spurs, o de marcação, começou a apresentar atuações pífias, principalmente com a lesão de Zokora, que fez com que os garotos Huddlestone e O'Hara tivessem que se virar na proteção a uma zaga que tinha dois zagueiros lentos, Woodgate e King, e dois laterais que não sabem marcar muito bem, Bale e Hutton (muito embora Corluka tenha dado uma melhorada no setor). Some a isto as panes de Gomes no gol londrino e a falta de entrosamento da equipe inteira e dá pra imaginar porque o Tottenham ficou todo o primeiro turno flertando com o rebaixamento.

Nova velha política

O despreparo nas contratações foi tão evidente que o Tottenham decidiu apelar para a seguinte máxima: "se antes o time era melhor então... vamos voltar àquele time". Assim, os Spurs pagaram 15,75 milhões de libras para ter novamente Defoe, que havia saído por 9 milhões há um ano atrás. Na sequência, acertou o retorno de Chimbonda, que tinha saído do clube no início de 2008, e boatos já dão conta de que a equipe de Londres fará uma consulta ao Liverpool para ter novamente o atacante Robbie Keane, reserva na equipe de Rafa Benítez.

Fica a dúvida de quanto mais o Tottenham vai gastar para consertar a besteira que fez no mercado de inverno e quanto tempo será que o time demorará para se reerguer e lutar por títulos novamente.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A queda do Liverpool passa por Benítez

É inegável que o Liverpool tem hoje o segundo melhor time da Inglaterra e um dos melhores elencos do mundo. Os bons resultados no Campeonato Inglês provam isso e mostram que, diferentemente de outros anos, os Reds agora têm força para buscar viradas espetaculares e se sobressair em jogos disputados, o que é essencial a uma equipe que pleiteia um grande título.

Mesmo assim, o time parece ter perdido a sua força nos últimos jogos e hoje já é muito plausível acreditar que o Manchester United tem tudo para faturar mais um caneco, deixando o Liverpool outro ano na fila.

A queda de rendimento dos Reds pode estar ligada a vários fatores, mas em minha opinião o principal deles é o treinador Rafa Benítez. Não que ele seja um técnico ruim ou qualquer coisa do tipo, mas seus comportamentos inadequados e opções táticas equivocadas vêm prejudicando muito a equipe.

Em boca fechada...

O espanhol começou uma sequência de declarações infelizes ao dizer que a Federação Inglesa favorecia Alex Ferguson e que o treinador dos Devils era o único que jamais seria punido por reclamações contra a arbitragem ou a organização do campeonato. Uma semana depois, Benítez achou coerente dizer à torcida do Liverpool e à toda imprensa inglesa que havia recusado uma oferta de renovação de contrato porque acreditava merecer uma maior autonomia dentro da agremiação.

Coincidência ou não, como bem observa o colunista Phil McNulty da BBC, logo após as declarações o Liverpool empatou com o Stoke City e com o Everton. Ao mesmo tempo, o United trucidou o Chelsea e fez a sua parte para despachar o Bolton na semana passada.

No campo

Já dentro das quatro linhas, vale ressaltar a "política de sacrifícios" que o espanhol vem empregando em sua equipe nos últimos jogos. Na formação que enfrentou o Everton nesta segunda-feira, nada menos do que quatro jogadores atuaram "improvisados" no 4-2-3-1 de Benítez; Carragher na lateral-direita, Xabi Alonso como primeiro volante, Gerrard como segundo volante e Robbie Keane como meia armador.

É verdade que nenhuma das mudanças é absurda dado que muitos de seus jogadores atuam com facilidade nessas posições (à exceção de Keane), mas é impossível não observar que todos eles rendem abaixo do que podem nessa situação.

A questão está longe de passar pelo esquema, que se provou muito eficiente na temporada até aqui, mas sim na colocação das peças. Um jogador do calibre de Gerrard tem é que jogar perto do único atacante do time, trazendo a bola da intermediária e batendo em gol ou armando as jogadas para Torres e os meias-externos da equipe. Robbie Keane, apesar de ser um atacante veloz e com bom passe, não serve para fazer essa função. Isso ficou nítido na atuação contra o Everton e, à bem da verdade, em todos os jogos em que o treinador insistiu em escalá-lo por ali. O irlandês ficou a partida inteira correndo atrás da bola sem sucesso, deixando o meio-de-campo sem referência pela faixa central e Fernando Torres isolado demais à frente.

Com Gerrard atuando em sua melhor posição, Xabi Alonso é quem deveria fazer o segundo volante, dando qualidade à saída de bola e subindo ao ataque quando possível. Para marcar os Reds já têm jogadores como Lucas e, principalmente, Mascherano, o que permitiria ao espanhol ficar mais livre no campo.

Já Carragher não foi tão mal assim, uma vez que está familiarizado com a lateral-direita, mas sua falta de velocidade muitas vezes prejudica o apoio ao ataque e abre espaços às suas costas (o sul-africano Pienaar que o diga). Talvez fosse melhor manter o espanhol Arbeloa na equipe, mas suas péssimas atuações fazem dessa improvisação a menos grave de Benítez.


Time ideal (e que vinha funcionando) do Liverpool



Se o Liverpool quiser ainda lutar pelo título desta temporada do Campeonato Inglês deve mandar o seu treinador focar o time na disputa e parar de inventar moda na hora de escalar a equipe. Do contrário, o tri do Manchester vai estar no papo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Quase como antigamente...

Marcantes no futebol do passado, os lançamentos precisos, feitos antes da intermediária e até do meio-de-campo, foram perdendo espaço ao longo da história do futebol. Sua utilização era muito condicionada ao espaço dado pela defesa aos jogadores capazes de fazer esse tipo de lance e ao tempo que o "lançador" tinha para realizar esse movimento.

Com o dinamismo e velocidade frenética dos campos, hoje é quase inimaginável pensar que jogadores capazes de fazer lançamentos sejam imprenscindíveis nos times do futebol mundial. O futebol hoje tem que ser rápido e dinâmico, de preferência com passes curtos e tabelas em direção ao gol. Não por acaso, os últimos dois melhores jogadores do mundo foram Kaká e Cristiano Ronaldo, símbolos dessa máxima do futebol objetivo e que vez ou outra traz aspectos mais plásticos.

No entanto, dois jogos do último fim de semana fizeram o torcedor lembrar um pouco da época em que o grande meia do time era o cara capaz de fazer lançamentos de 20 ou 30 m no pé dos atacantes.

A primeira partida em que esse fenômeno pôde ser observado novamente foi o jogo entre Manchester United e LDU na final do Mundial de Clubes da Fifa. Ciente da força de Cristiano Ronaldo e Rafael pelo lado direito do campo e da velocidade de Park e Evra pela esquerda, o time equatoriano se posicionou com duas linhas de quatro, nas quais Reasco e Bolaños atuavam quase como "laterais avançados", à frente dos laterais "convencionais".

Principalmente pela disposição tática, o poder de marcação da LDU se sobrepujou ao Manchester em diversos momentos da partida, fazendo com que o time inglês tivesse que apelar para... os lançamentos! Vendo que a forte marcação não dava espaço para as descidas pelos lados do campo, Anderson e, principalmente, Carrick mostraram qualidade para diversas vezes dominar a bola no meio-de-campo e, em vez de carregá-la para bater de frente com os volantes Urrutia e Araújo, mandá-la à distância para os rápidos Rooney e Tevez.

No fim o gol acabou saindo em uma jogada de penetração de Cristiano Ronaldo (até porque com um a menos ficava inviável insistir em lançamentos para um único atacante), mas a busca pelos lançamentos mostrou que os times que entram em campo somente para se defender não podem simplesmente se esquecer da possibilidade dos passes longos vencerem suas defesas.

Outro jogo que foi marcado pela "volta dos lançamentos" foi o embate entre Arsenal e Liverpool no Emirates Stadium. Barrado pelos volantes Lucas e Xabi Alonso do 4-2-3-1 de Rafa Benítez, os externos da linha de 4 do meio londrino (que contava com um improvisado Denílson fazendo o lado direito), teve que dar um jeito de fazer a bola chegar a Van Persie e Adebayor. O jeito novamente foram os lançamentos. Em uma bola milimétricamente colocada, Nasri conseguiu fazer um lançamento no pé de Van Persie, que só teve que ajeitar e fuzilar o goleiro Reina.

O empate dos Reds surgiu em jogada parecida, mas que de forma alguma pode ser caracterizada como lançamento, uma vez que a defesa do Liverpool rifou a bola para o campo de ataque e esperou para ver no que que dava. Mesmo assim, o chutão provou-se uma ótima saída para Robbie Keane se desvencilhar da marcação londrina, aproveitar a defesa alta e o grande espaço entre Gallas e Djourou para mandar a bola para dentro do gol.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O mata-mata da Champions League

A fase de grupos da Champions League chegou ao fim e com ela uma grande expectativa surgiu para o sorteio dos confrontos da próxima fase. Isso porque diversos times considerados favoritos à primeira posição em seus grupos acabaram chegando em segundo lugar, o que certamente poderá colocar grandes postulantes ao título em confronto logo na primeira fase eliminatória.

Como o regulamento prevê que times que fizeram parte do mesmo grupo não se enfrentem e que conterrâneos também não possam ser colocados para jogar, alguns confrontos têm mais chances de acontecer do que outros.

Abaixo as listas com os 16 times:

Primeiros colocados - Roma, Panathinaikos, Barcelona, Liverpool, Manchester United, Bayern de Munique, Porto e Juventus

Segundos colocados - Chelsea, Internazionale, Sporting, Atlético de Madrid, Villareal, Lyon, Arsenal e Real Madrid

Não vou me prestar a um exercício de futurologia aqui nesse momento, mas uma coisa já é certa por conta do emparelhamento possível: o Barcelona vai enfrentar ou o Chelsea, ou a Internazionale, ou o Lyon, ou o Arsenal.

E esse é só um dos grandes confrontos, posto que ainda dá pra acontecer um Manchester e Real Madrid, Juventus e Chelsea, Arsenal e Bayern de Munique e por aí vai.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Aprenda a fazer gols no Paraná

Constatação sem nenhum embasamento, mas divertida e interessante:

Se pegarmos a lista dos artilheiros do Brasileirão da Série A teremos os seguintes nomes:

Kléber Pereira 21 gols
Keirrison 20 gols
Washington 20 gols
Alex Mineiro 19 gols
Guilherme 18 gols
Borges 15 gols

Com excessão de Guilherme, todos os outros atacantes atuaram por equipes do Paraná de 2000 pra cá.

Kléber Pereira, Washington e Alex Mineiro foram goleadores pelo Atlético Paranaense logo no início da década.

Já Borges fez fama com a camisa do Paraná, enquanto Keirisson é jogador do Coritiba.

Dito isso, fica a seguinte pergunta: será que golear J. Malucelli, Cianorte e derivados edifica a carreira de um goleador?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O que todos se perguntam

Em um mundo esportivo caótico e recheado de incertezas, onde Belletti é um dos melhores meias do campeonato inglês e a seleção brasileira é dirigida por um trainee, somente uma dúvida ecoa nos ouvidos dos amantes por futebol:

O que acontece com o futebol do Chade?

A resposta está aqui.