segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Dunga contra rapa

Muito se falou e polemizou sobre a presença de Ronaldinho Gaúcho e Kaká no banco de reservas no jogo entre Brasil e Argélia.

Foi colunista falando de mágoas mal resolvidas, entendido dizendo que o Brasil não vai pra frente sem os dois e fofoqueiros abordando a temática da birra como algo possível. Ou seja, toda a sorte de comentários idiotas e pouco plausíveis.

Como bom meio de comunicação que é, o Higherlights resolveu ir a fundo nesta questão e descobriu o que realmente aconteceu:

- O negócio é o seguinte: Eu falo, faço cara de emburrado e digo sem dizer que eu mando nesse time ok? Na verdade eu falo mais ou menos que vocês terão que começar do zero, que o país é mais importante que as férias e toda aquela lenga-lenga que todo mundo espera que eu diga.

-Huhum

-Então aí vocês fingem que aceitaram e ficam no banco de reservas com aquelas caras sabe? Sabe aquelas de "Ai! Que vontade de entrar e arrebentar"?

-Mais ou menos assim?

- Isso! Mas com a boca um pouco mais entreaberta. Então! Aí quando der 45 do primeiro tempo vocês se aquecem, entram, jogam e todo mundo fica feliz. A torcida fica achando que 2006 jamais se repetirá, a imprensa não me acusa de não ter pulso e vocês ainda são a salvação do time. Que tal?

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Filho de peixe...

Kasper SchmeichelO Manchester United teve nos anos 90 um dos melhores, senão o melhor, times de sua história.

Jogadores como Cantona, Yorke, Cole, Giggs e Roy Keane encantavam os fãs dos Devils a cada uma de suas partidas, fazendo o time vermelho ganhar nada mais, nada menos do que 7 títulos ingleses, uma Champion's League e um título do Mundial Interclubes em apenas 10 anos.

Ataque forte, meio-de-campo sólido e defesa concisa, restava um camisa 1 capaz de segurar as pontas no gol, e o United também tinha esse nome; o goleiro dinamarquês Peter Schmeichel.

Singular em sua época, Schmeichel foi o camisa 1 do Manchester por 8 anos, ganhando nesse período diversos títulos, prêmios e até marcando gols! Foram 11 no total, o que deixa Peter com o 10º lugar no ranking dos goleiros artilheiros do futebol mundial.

Símbolo do clube, Schmeichel deixou o Manchester United em 99, tendo posteriormente passagens discretas por clubes como o Sporting de Lisboa, Aston Villa e Manchester City antes de se aposentar no ano de 2003.Peter Schmeichel

Eis que 8 anos depois de Peter pendurar as luvas surge, no mesmo Manchester City, o maior rival do United, um rapaz, também goleiro, de 20 anos chamado Kasper Schmeichel, filho do goleirão dos Red Devils.

Profissional desde 2006, Kasper andou disputando campeonatos de menor importância nas temporadas 05/06 e 06/07 tendo ótimo desempenho principalmente no Falkirk da Escócia.

Com a contusão do experiente goleiro Isaakson no início da atual temporada, Kasper Schmeichel foi chamado de volta ao Manchester City e enfim assumiu a posição de titular no gol. E não é que o garoto provou que leva jeito? Em duas partidas realizadas até aqui na Premier League, nenhum gol sofrido e duas atuações dignas de elogio.

Neste domingo o futebol aprontará das suas e colocará Manchester United e Manchester City frente-a-frente novamente, desta vez com o filho de um dos maiores símbolos do United jogando sob as traves do City.

Irônico ou não, o fato é que ainda é difícil dizer se Kasper um dia será tão importante para o City como Peter foi para o United. Mesmo assim é impossível negar que o garoto de 20 anos já trilha o caminho do sucesso como seu pai o fez.

sábado, 11 de agosto de 2007

Aspirações para a temporada 07/08

Janela de transferências é aquela festa do caqui! Uns compram de cá e outros vendem dali e todo o cenário do futebol internacional é virado de cabeça para baixo.

A despeito da boataria de Kaká, Robben e Ballack no Real, Josué no Murcia, Cicinho na Roma e Shevchenko de volta ao Milan, o que se tem de concreto é que o Barcelona montou o ataque dos sonhos, que o Liverpool se reforçou bem e que o Atlético de Madrid contratou pra caramba.

Dito isto podemos fazer uma previsão, por mais chutada que seja, sobre o poderio dos principais escretes europeus.

Arsenal
Perde muito com as saídas de Henry, Ljungberg e Reyes. Apesar de ter muitos jogadores promissores, poucos deles realmente já estão consolidados no cenário mundial do esporte, casos de Van Persie, Denilson e Walcott. Mesmo assim a equipe de Londres trouxe o brasileiro. naturalizado croata, Eduardo da Silva para servir de tapa-buraco de Henry.



Atlético de Madri
Grande surpresa do verão, o Atlético investiu em peso nas contratações para enfim competir com as outras potências do continente. Graças ao dinheiro da venda de Fernando Torres o time da capital espanhola trouxe os meias Simão Sabrosa, Cléber Santana e Luís Garcia e os atacantes Diego Forlan e Reyes. Certamente irá brigar de igual pra igual com os grandes espanhóis.




Barcelona
O melhor time da Europa na temporada 2005/2006 decidiu quer voltar a sê-lo. Para isso livrou-se de jogadores que já não estavam lá tão bons como Giuly, Van Bronckhorst, Saviola e Thiago Motta para trazer peças importantes e de renome como o lateral Abidal e principalmente o atacante Thierry Henry. Resta saber se o, assim chamado, quarteto fantástico composto por Ronaldinho, Eto'o, Messi e Henry funcionará.



Bayern de Munique
Os alemães finalmente perceberam que precisam investir caso queiram suprir a ausência de Michael Ballack. Por isso foram atrás de jogadores importantes como Ribery, Luca Toni e Miroslav Klose. O ataque tem alguns dos melhores nomes do futebol europeu, e a defesa e o meio-de-campo, que tem Zé Roberto de volta, estão bem formatados. Candidato ao título da Champion's League sem sombra de dúvida.



Chelsea
O maior problema da última temporada, sem dúvida nenhuma, foi a defesa. Por isso Abrahmovic contratou dois bons zagueiros; Ben Haim, que estava no Bolton, e o brasileiro Alex, ex-Santos. O francês Malouda também veio, mas foi só. De resto, apenas jogadores para compôr elenco. Se os grandes nomes de Ballack, Shevchenko e companhia não funcionarem saberemos que o Chelsea contratou pouco.




Inter de Milão
A atual campeã italiana repôs algumas peças e contratou alguns outros jogadores para compor elenco. Apesar de sair embalada com o título do último campeonato a equipe enfrentará dessa vez o Milan, a Roma e a Juventus em igualdade de condições desde o início da competição. Destaque para o hondurenho Suazo que tem faro de gol e já desbancou Crespo na pré-temporada.




Liverpool
Os Reds se reforçaram bastante para ver se saem da sina de 17 anos sem vencer o campeonato inglês. Fernando Torres, Lucas, Babel e Voronin são os principais nomes dos investimentos da equipe. Com um time equilibrado o Liverpool é sério candidato a todos os títulos que disputar nesta temporada.




Lyon
Há tempos que a equipe francesa é soberana em seu território e decepcionante no cenário europeu. Infelizmente parece que a situação não irá mudar. Nenhum reforço de peso, à exceção do italiano Fábio Grosso, para a equipe, que ainda perdeu Cláudio Caçapa para o Newcastle




Manchester United
Os atuais campeões da Premier League resolveram abrir os cofres para montar aquele que pode ser considerado o melhor plantel de todo o continente. Anderson, Nani, Tevez e Hargreaves foram contratados. Nomes de peso que poderão se encaixar perfeitamente no já entrosado time de Alex Ferguson e ainda fornecer algumas outras variações de jogo. Favoritíssimo à Champion's League.



Milan
Os melhor time europeu da temporada passada decidiu por manter a base vencedora. Sem grandes contratações ou vendas, o maior atrativo acabou sendo a milionária compra do garoto Alexandre Pato. Contudo, o menino terá que esperar até que complete 18 anos para jogar pela equipe profissional do time de Milão.




Real Madrid
O desacreditado Real Madrid ganhou um boost de confiança com a conquista do campeonato espanhol e procurou se reforçar bem para a nova temporada. Destaque para as contratações do zagueiro Pepe, do atacante Saviola e do lateral Drenthe e para as saídas dos velhacos David Beckham e Roberto Carlos.

sábado, 4 de agosto de 2007

A noite em que fui corintiano

Era quarta-feira, daquelas comuns mesmo. Anúncio de greve dos metrôviados e futebol na TV.

Não corri para ver porque não era jogo do meu time, mas eis que me pego vendo a partida e inusitadamente torcendo para o time de branco, ao invés do listrado rubro-negro do Atlético-PR como era de se esperar.

Confesso que me preocupei um bocado com a cena, mas não conseguia não torcer para William e companhia saírem do buraco e levarem o Corinthians à vitória naquele péssimo jogo de futebol.

Caros, acreditem, certamente o Corinthians é o time que mais odeio no futebol mundial, mais até do que a Inter de Milão cheia de seus argentinos, mas não consegui torcer por nova derrota do "timão".

A razão desse insano ato é uma só: Dá pena de ver o Corinthians nessa situação decadente.

Agora mesmo venderam o Betão pro Sochaux por 1 milhãozinho de euros. 1 milhãozinho pelo melhor jogador do clube! E por quê? Pra fazer caixa antes que tomem os pertences do CT do Itaquera como forma de pagamento pelas imensas dívidas que o clube tem.

O pior é que até o garoto Willian, uma das grandes revelações desses últimos anos, vai entrar no rolo pra pagar dívida com Lyon. Ou seja... Só não vendem a mãe porque já tá hipotecada!

E com tudo isso indo-e-vindo não houve jeito... Torci para o Corinthians vencer! Me frustei com o segundo gol do Atlético e fiquei pensando... Putz! Se vencessem talvez lotassem um pouquinho o estádio no próximo jogo e, quem sabe, quem sabe!, ganhassem uma graninha pra não ter que vender até mesmo o goleiro Felipe por 10 real.

Lutei até o fim com a TV! Gritei, corri de um lado pro outro e até fiz promessa pra São Longuinho pro Vampeta não entrar em campo!

Em suma.... Fui corintiano por uma noite.

sábado, 28 de julho de 2007

Questão de tempo

Com os recentes fracassos das seleções nacionais sub-20 e sub-17 pairou a dúvida: poderia a nova geração de craques do Brasil não ser uma geração vencedora, ou talvez até pouco qualificada para o padrão do país?

Obviamente essa hipótese cai por terra quando vemos jogadores como Lulinha, Alexandre Pato, Breno, Lucas e William tendo desempenhos impecáveis em jogos de "gente grande" por seus clubes.

O zagueiro Breno, por exemplo, com apenas 17 anos sobrou para cima do experiente e matador Edmundo. Nos jogos em que William não jogou o Corinthians foi simplesmente ridículo em campo. E Alexandre Pato... Bem, esse nem precisa de comentários tendo em vista que já pode jogar até em grandes clubes da Europa sem deixar nada a dever.

Ou seja, a qualidade existe, a bagagem de jogos importantes não falta. Então qual seria o problema?

Oras, o mesmo de sempre. A imaturidade intrínseca da idade, a falta de entrosamento, o peso da camisa verde-e-amarela e, principalmente, a falta de vozes de comando dentro das quatro linhas.

Por mais qualidade que tenham, não se pode pedir a um Cássio, um Lucas ou um Leandro Lima da vida para assumir o comando da equipe em campo, orientando os companheiros e sabendo o momento exato de cadenciar ou dar velocidade ao jogo, segurar o placar ou partir pra cima e etc. Isso vai da experiência, do estilo de jogo de cada um e principalmente... da idade.

Jogando muita bola ou não, são apenas adolescentes ali dentro.

Em suma? As seleções nacionais podem estar eliminadas dos torneios, mas a próxima geração de craques certamente está salva.

terça-feira, 17 de julho de 2007

A Era Dunga

UOL Esporte O mais acertado a se dizer sobre esta Copa América é que a Argentina jogou como Brasil, e o Brasil jogou como... Uruguai.

Sem brilho e sem técnica, mas com sorte e garra a seleção nacional desbancou a toda poderosa, que já vem há mais de dez anos acumulando favoritismos amplos e fracassos plenos, Argentina.

O fato é que o Brasil foi perfeito na parte tática na final de domingo. Não deu espaços para Riquelme, Messi e Tevez e ainda conseguiu marcar os gols necessários em afortunada chegada de Julio Baptista e em dois lances oportunistas de Daniel Alves.

Vitória justa, título injusto.

O bordão que circula é de que esta é a versão reloaded da seleção de 1994, famosa por carregar o estigma de "Era Dunga", ou seja, do futebol medíocre e de resultado.

Agora que Dunga não é mais o cabeça de área, e sim o técnico, a pergunta que fica é: Continuaremos a ter resultados? Pois a mediocridade e o futebol sem-vergonha... Ah! Esses não mudaram nem um pouco.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

O jeitinho brasileiro

O time de Dunga é assim... Frustrante e nada confiável.
Frustrante porque não dá gosto de ver. Nada confiável porque mesmo a parte de marcação, que deveria ser o ponto forte de uma equipe com 4 volantes, não funciona como deveria.

Vencemos o Uruguai graças ao jeitinho brasileiro do goleiro Doni.

Na cobrança de Lugano o arqueiro parece ter dito: "Quer saber? Vamos assumir logo que somos um timinho sem vergonha!". E foi assim, sem rubor algum na face que ele resolveu se adiantar um pouquinho...

O "salto" de 170 cm reduziu para meros 7 metros e 45 centímetros a distância entre ele e a bola na hora da cobrança, quase 19% mais próximo do que deveria!

E pior que a cara-de-pau de Doni foi a "cegueira noturna" (mesmo com os refletores ligados) que assolou o trio de arbitragem e os impediu de ver tamanho escândalo.

Se fosse contra o Brasil tinha neguinho indo pra Venezuela nacionalizar a cabeça do Oscar Ruiz.

sábado, 7 de julho de 2007

Agora vai?


A solução é enfrentar o Chile, ou o que sobrou dele.
Os chilenos, que vinham de uma árdua batalha contra os gerentes de hotel venezuelanos, só assistiram a partida e as boas fortunas que o destino armou para a equipe brasileira nesta noite de sábado.

Deu tudo certo para o escrete verde e amarelo.

Julio Baptista criou, Maicon conseguiu marcar, Mineiro apareceu, Vágner Love fez gol, Alex não falhou, Josué, que não marca gol nem no São Paulo, deixou o seu e Doni teve boa atuação (excetuando-se, é claro, o ridículo gol de cobertura que tomou).

Resultado? 6 a 1 contra uma equipe invisível.

Infelizmente isso não quer dizer que agora o Brasil encantará (desencatado já está há muito), mas ainda há esperança!

De comprovado mesmo só o fato de Robinho ter virado goleador e de Doni não servir nem pra seleção da Conchinchina.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O esperado

Magistral! Lindo! Excepcional!

Robinho arrancou-nos os gritos que gostaríamos de dar à toda a equipe, reaviveu a esperança do brasileiro, reduziu a pressão sobre Dunga e o mais importante; tirou o foco das duas medíocres atuações do time até aqui.

Do início "enfaDONIo" contra o México até o poucopouquinho da partida de ontem o Brasil melhorou, mas nada que possa ser chamado de volta por cima.

Vágner Love mostrou alguma coisa, Doni não falhou, Mineiro foi mediano e Elano pegou na bola... Já é um começo, já é um começo.

Magistral! Lindo! Excepcional!

Robinho calou a boca de quem o chama de foca amestrada e, pela primeira vez, foi decisivo para o Brasil. Correu, chamou jogo, deu passes, chutou, driblou, arriscou, marcou 2 gols e um golaço.



Era só isso que o torcedor queria do resto do time.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Palermo(a)

Sabe aquele ditado de que as coisas nunca mudam?

Pois bem, pegue ele e adote para o futebol. Veremos os zagueiros que sempre falham nos mesmos tipos de lances, os atacantes que, não importa em que time, fazem mais gols do que o Romário em jogo da terceira idade, os goleiros que invariavelmente tomam frangos estúpidos e o Palermo que sempre erra os pênaltis que cobra.

O argentino, que chegou ao estrelato por errar três pênaltis em um mesmo jogo contra a Colômbia pela Copa América de 99, manteve a boa forma na final contra o Grêmio, batendo um dos pênaltis mais ridículos de sua vitoriosa carreira quando o jogo já estava definido.

Palermo chutou. A bola não entendeu direito, quicou e foi pra fora sem perigo.

O feito consagrou, definitivamente, o camisa 9 como o pior batedor de penalidades da América Latina colocando-o de uma vez por todas no hall de personalidades metonímicas do futebol ao lado do ladrão Castrilli, do atrapalhado Doni, do "habilidoso" Fabão entre outros tantos.

OBS: Agradecimentos ao Massi que corrigiu o meu equívoco a respeito do jogo no qual foram perdidos os 3 pênaltis.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

O time sincero


Deu a lógica na final da Libertadores: Boca Juniors hexacampeão.

Mesmo assim o jogo foi estranho. Da narração nada empolgada e 102% parcial de Cléber Machado aos pontapés parnasianos de Lúcio em Ledesma, nada foi mais sensível do que ver o Grêmio desistindo da partida.

Não que houvesse algo a ser feito em termos de resultado, mas... Ver os jogadores deixando a marcação de lado e os passes corretos pro próximo jogo não foi muito normal.

Os 11 já sabiam. Não havia mais nada a ser feito. Na verdade todos que já enfrentaram e vão enfrentar essa situação sabem que quando se precisa de 5 gols em 20 minutos não há mais nada a ser feito... O Grêmio só resolveu assumir.

Talvez o Tricolor Gaúcho seja o único time sincero do futebol mundial.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Os galáticos

Havia três ou quatro camisas 10 em campo.
Zaga de seleção mundial.
Ataque de promessas e gabaritados que custavam mais de 100 milhões juntos.
Três melhores do mundo pertinho um do outro.
Todos titulares de suas seleções.
Um bocado de brasileiros.
Técnico experiente e de renome.

Eram galáticos!
Melhores do mundo mesmo sem jogar!
Não venceram...

Viraram piada.
Mudaram o time.
Esqueceram os já gabaritados e apostaram em meio-gabaritados.
Foram indo. Desacreditados. Sem favoritismo algum. Comendo pelas beiradas mesmo!

E quando ninguém mais acreditava neles... A vitória! Enfim a vitória! Enfim a glória daqueles que sofreram tanto! Enfim o sucesso...






.... mas que ficou um gostinho de "erm" na boca de todos, isso ficou!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

O craque

Não há futebol sem ele. Precisamos do mestre. Do entendido. Daquele que toca os corações com os pés e chuta com sentimento.

Ele não existe sem um time. Precisamos dos operários. Dos que vão fazer tudo funcionar. Daqueles que são vontade e que da vontade fazem milagres.

O Milan teve os dois.

Na envergadura de Dida a gigante experiência de três Copas do Mundo. Na zaga os 40 anos de Maldini, a boa forma de Nesta, a vontade de Oddo e o ímpeto de Kaladze. No meio, a raça e grosseria necessária de Ambrosini e Gattuso, a precisão de Pirlo, a vontade e o sacrifício no rosto de Seedorf. O oportunismo e a sorte de Inzaghi lá na frente.

Todos regidos pelo maestro. Todos dançando conforme sua música e sua vontade. Todos aplaudidos de pé pelo show demonstrado.

Ele, o craque.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

O milésimo

A penalidade máxima de domingo acabou não sendo a convertida por Romário, pelo menos para o espectador. Para este, a tarefa mais grave e penosa foi ter de aguentar a interrupção da partida, assistir a volta olímpica, atentar para o bolo de jornalistas sufocando o atacante e a mãe do próprio dando entrevistas sobre sabe-se lá o quê!

Magrão entrou para a história como o goleiro que levou o milésimo, ou assim dizem. Alguém se lembra de quem levou o 999º?

segunda-feira, 14 de maio de 2007

(D)eficiência

Olho na bola!
Olho no jogador!
Na linha da defesa!
Bola. Jogador. Lançamento. Levanta! Abaixa!
Olho na bola! Olho no lançamento. Olho no jogador. Olho na linha! Acompanha! Acompanha....

E agorápidoquesaiuolançamentoládetrás!

Bandeirinha bom, é bandeirinha vesgo!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

A desvantagem dos pontos corridos

Campeonato Inglês. Temporada 2006/2007. 3 pontos separam o Manchester United do Chelsea. Restam quatro rodadas para o fim do campeonato, sendo que uma delas é o confronto direto entre os dois times. Duas das maiores forças do futebol mundial. Jogo mais do que esperado. Jogo que vai decidir o campeonato. Final em pontos corridos!

Ficou só na expectativa...

Manchester e Chelsea se enfrentaram, nessa quarta-feira, em jogo que não valia nada. Graças aos tropeços e sucessos os Devils venceram o campeonato na antepenúltima rodada e aquela partida, que tinha tudo para ser O jogo, virou um duelo que não acrescentou nada a nenhum dos times. Desfalcados, violentos e sem criatividade... O 0 a 0 foi justo.

(In)felizmente é o formato mais correto.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

A estréia

- Eu quero raça aqui dentro! Quero vontade e movimentação!
Organizaram-se em um uníssono de pensamentos e vozes e subiram a rampa que os levaria a uma segunda etapa diferente.
- Garoto!
O camisa 25 parou de subir.
- Faça o que você sabe.
Um aceno de cabeça. Nos pés a certeza do sucesso.

Mal posso conter minha euforia. Vou voltar! Finalmente vou voltar! ... Eu os ouço. Sim os ouço. Eles gritam meu nome. Novamente meu nome. Como esperei por esse momento!

Bastaram cinco minutos. Driblou, passou, recebeu, se apresentou e reapresentou.

Como será meu primeiro gol? Nisso eu não penso. À bem da verdade eu em nada penso quando estou em campo. Eu me movo para onde não vejo e corro até me dar conta de que recebi a bola. Não interessa pra onde nem porquê, a coisa funciona assim!

O passe acurado, a humildade e a gentil oferta transformados em clamor popular. 13 minutos lhe são suficientes.

Não podemos parar! Eu não posso parar! As pernas já me doem e Deus sabe o quanto me falta o ar, mas... Eu quero continuar! Eu preciso fazê-lo!

Na tabela rápida a certeza de que ele não desaprendeu seu ofício.

Na bandeira erguida o adiamento da alegria.

- Não há de ser nada, ainda dá tempo!

Na torcida a certeza de que um novo herói surgia.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Ancelotti leva o Milan à final

Apesar do favoritismo do Manchester, foi o Milan quem deu uma aula de futebol e tática na partida realizada ontem pela outra semi-final da Champion's League. A equipe italiana, liderada por Kaká e motivada por seus torcedores, venceu por 3 a 0 e garantiu uma reedição da final de 2005, na qual os ingleses do Liverpool venceram na decisão por pênaltis.

Com esquemas semelhantes, baseados em um meio-de-campo ofensivo, apesar dos 5 jogadores, Milan e Manchester fizeram uma partida extremamente disputada. A equipe italiana começou melhor com as investidas de Kaká e Seedorf e a boa marcação de Gattuso, Ambrosini e Pirlo. Logo aos 10 minutos os milanistas abriram o placar. Após jogada tramada pela direita Seedorf encontrou Kaká na entrada da área. O camisa 22 não disperdiçou, fuzilando no canto esquerdo de Van der Sar.



O 1 a 0 no placar colocava o Milan na grande decisão, mas ao contrário do que se esperava, e do que costumeiramente se espera de Carlo Ancelotti, os Rossoneri continuaram com o forte ritmo e ampliaram o placar com Seedorf aos 22 minutos da primeira etapa. Depois de batalhar muito o holandês conseguiu chutar forte para ampliar a diferença.



Com o segundo gol o Manchester United, que até então só avançava por meio das arrancadas mau-sucedidas de Cristiano Ronaldo, resolveu jogar. Contudo, a marcação milanista foi eficiente durante toda a primeira etapa e nem mesmo as constantes inversões de Giggs, Ronaldo e Rooney ameaçaram o gol do brasileiro Dida.
No segundo tempo os Devils intensificaram ainda mais a pressão e fizeram uma verdadeira blitz sobre os italianos. Rooney, Ronaldo, Fletcher e Giggs tentaram de todos os jeitos furar o bloqueio de Gattuso e Ambrosini, mas sem sucesso. Com o time postado todo à frente, o Milan apostou nos contra-ataques para alcançar o terceiro gol, e o sucesso veio aos 25 minutos quando Gilardino, livre, recebeu de Gattuso e tocou com categoria no canto esquerdo de Van der Sar.



O 3 a 0 jogou por terra as últimas esperanças inglesas. Daí em diante Ancelotti foi o de sempre e trancou o time esperando apenas pelo apito final para conquistar a importante vitória que coloca os italianos na final da Champion's League 06/07.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Reina garante Liverpool na final

O Liverpool novamente provou que sua força na Champion's League é incontestável. O time vermelho venceu o Chelsea no tempo normal e faturou a vaga para a final na decisão por pênaltis.

A partida começou truncada com os dois times bem postados defensivamente. O Liverpool ficava mais tempo com a bola no pé e o Chelsea apostava nos contra-ataques para tentar marcar o gol que poderia ser o da classificação. Contudo, os Reds eram impecáveis na defesa, e a ausência de Shevchenko e Ballack facilitava ainda mais as coisas para Carragher, Agger e Mascherano, este último com atuação memorável digna dos tempos de River Plate.

Sem grandes atuações de seus principais articuladores, restou aos dois times explorar as bolas paradas. Em uma delas Gerrard enganou a zaga do time de Londres e bateu falta rasteira para Agger completar de primeira.



O gol não mudou sensivelmente o panorama da partida e o que se viu foi uma intensa disputa no meio-de-campo, mas sem qualquer chance clara de alteração no resultado. A situação permaneceu assim por grande parte do segundo tempo, com os Blues apáticos e os Reds sem conseguirem ampliar a vantagem. Mesmo assim o Liverpool ainda criou duas chances com o volante Xabi Alonso sem no entanto mudar o placar.

No tempo extra novamente houve o domínio da equipe vermelha, que além de exercer boa marcação ainda assustava o gol adversário com as investidas de Bellamy e Kuyt, que chegou a marcar, mas teve seu tento anulado pela arbitragem. O Chelsea quase chegou às redes com Drogba e Lampard e o Liverpool respondeu uma vez mais com Kuyt, contudo o resultado permaneceu o mesmo.

Na decisão por pênaltis surgiu a estrela do goleiro Pepe Reina. O Liverpool começou a série com Zenden marcando 1 a 0. Robben perdeu o seu, deixando os Reds em vantagem após a cobrança de Xabi Alonso. Lampard recolocou o Chelsea no páreo, mas Gerrard ampliou para 3 a 1. Geremi bateu péssimo pênalti e deixou a decisão nos pés de Kuyt. O holandês não desperdiçou e fechou a série em 4 a 1, garantindo a classificação dos Reds para a final da Champion's League 06/07.



O Liverpool aguarda agora a definição do confronto entre Manchester e Milan que será realizado nessa quarta-feira.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Chelsea vence a primeira batalha

Em jogo corrido e disputado o Chelsea conseguiu uma importante vantagem ao vencer em casa sem tomar gols. Joe Cole aos 29 garantiu o triunfo do time de Londres pelo placar de 1 a 0, levando os Blues a poderem até empatar no jogo de volta.

A partida começou no mais clássico estilo inglês; times bem postados, compactos e jogando em alta velocidade. Logo aos 7 minutos a primeira grande chance já havia aparecido. Drogba escorou lançamento, Shevchenko girou e Lampard bateu com força obrigando Reina a uma difícil defesa. Daí em diante o jogo ficou truncado com as duas equipes travando verdadeira batalha pela posse no meio-de-campo. O Chelsea ficava mais tempo com a bola nos pés, mas a marcação do Liverpool permanecia impecável. Aos 20 minutos Lampard arriscou em cobrança de falta e quase venceu o goleiro do Liverpool. Porém aos 29 os Reds deram espaço e em contra-ataque rápido Drogba venceu Agger e cruzou para Joe Cole completar.



Apesar do resultado adverso o Liverpool não esboçou reação ofensiva e a primeira etapa terminou sem maiores emoções.

No segundo tempo os Reds voltaram mais acesos. Adiantaram sua marcação e apostaram nas jogadas aéreas com Peter Crouch. Logo na primeira delas o atacante disputou bola na área e deixou o rebote com Gerrard, o meia bateu consciente de voleio, mas Petr Cech evitou o tento realizando defesa maravilhosa.

Após a ofensiva adversária o Chelsea se recompôs em campo e retomou o controle da posse de bola sem, no entanto, criar grandes chances de gol. A melhor delas só foi ocorrer no final da partida quando Drogba novamente escorou para Lampard. O meia inglês acertou um belo sem pulo que Reina defendeu de forma espetacular confirmando o 1 a 0 do placar.

O jogo de volta será realizado no dia 1º de Maio no Anfield Road. O Chelsea joga pelo empate.