O craque veio antesVocê lembra dele?
Belas paisagens e futuro promissor



Em outubro de 2008 o Tottenham resolveu fazer uma reformulação considerável em seu departamento de futebol. Seguindo um péssimo desempenho no campeonato inglês e contando com a fúria da torcida pelas negociações praticadas no inverno do ano supracitado, o presidente do clube londrino, Daniel Levy, decidiu fazer a limpa e demitiu de uma só vez o treinador Juande Ramos, os auxiliares técnicos Gus Poyet e Marcos Álvarez e o diretor de futebol Damien Comolli.
É inegável que o Liverpool tem hoje o segundo melhor time da Inglaterra e um dos melhores elencos do mundo. Os bons resultados no Campeonato Inglês provam isso e mostram que, diferentemente de outros anos, os Reds agora têm força para buscar viradas espetaculares e se sobressair em jogos disputados, o que é essencial a uma equipe que pleiteia um grande título.
Marcantes no futebol do passado, os lançamentos precisos, feitos antes da intermediária e até do meio-de-campo, foram perdendo espaço ao longo da história do futebol. Sua utilização era muito condicionada ao espaço dado pela defesa aos jogadores capazes de fazer esse tipo de lance e ao tempo que o "lançador" tinha para realizar esse movimento.
A fase de grupos da Champions League chegou ao fim e com ela uma grande expectativa surgiu para o sorteio dos confrontos da próxima fase. Isso porque diversos times considerados favoritos à primeira posição em seus grupos acabaram chegando em segundo lugar, o que certamente poderá colocar grandes postulantes ao título em confronto logo na primeira fase eliminatória.
Constatação sem nenhum embasamento, mas divertida e interessante:
No jogo que marcou o retorno de Kaká à seleção brasileira depois de 11 meses de ausência, o que se viu foi uma partida fácil para o escrete canarinho.
Sim o blog ainda existe.
Assim como a maioria dos colunistas e jornalistas especializados no assunto, fiquei sem palavras para definir a atuação brasileira contra a Bolívia. Se eu citei ridículo e etc para partidas contra o Paraguai e Argentina, esse jogo foi talvez o pior que já vi da seleção canarinho.
Ao final de um jogo "digno de Brasil" muitos deixaram-se levar pelos chavões de que o futebol alegre havia imprimido seu ritmo sobre os chilenos e mostrado porque somos os melhores do mundo e blablablá. Essa poderia ser uma interpretação boa para o resultado conquistado fora de casa. Contudo, o mais adequado seria responsabilizar o técnico chileno Marcelo Bielsa pela massiva vitória brasileira.
Deu tudo certo.
Agora a moleza acabou. Daqui há algumas horas a seleção olímpica brasileira vai encarar o seu primeiro adversário de verdade desde que foi convocada.
O torcedor brasileiro pode dormir tranqüilo. A seleção vai jogar um futebol bonito e eficiente durante a disputa olímpica e trará o ouro inédito para o País. A causa não advém de futurologia ou dedução pelo o que a seleção apresentou diante de Cingapura e Vietnã, mas de um fato ainda mais importante: Ronaldinho Gaúcho voltou a sorrir.
E não é que na última hora o Real Madrid aprontou uma das suas e cortou o nosso "maestro" Robinho do escrete que pleitearia o ouro em Pequim?!
A promessa para o grande clássico contra os hermanos era de um time, senão inspirado, pelo menos minimamente comprometido. De fato as coisas melhoraram em comparação com o jogo do Paraguai, mas a sensação de que o panorama não podia ficar pior contribuiu e muito para chegar a esse otimismo comedido.
Era uma derrota quase que anunciada. Nos dias que antecederam o desastre, o escrete canarinho pregava o discurso de que o Paraguai tinha um bom time e que o empate era um resultado a ser considerado.