quinta-feira, 12 de março de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Rumo a 2010: Brasil 2 X 0 Itália

Já virou rotina. Sempre que Dunga está (mais) pressionado a seleção brasileira pega e faz uma atuação de gala diante de adversários mais fortes. É claro que esse "fenômeno" está bastante ligado ao fato do Brasil só saber jogar com equipes que saem para o jogo, mas a vitória contundente em cima de uma displicente Itália mostrou que os jogadores que estão lá podem sim dar conta do recado.

O Brasil mudou o seu sistema de jogo em relação à vitória contra Portugal em novembro do ano passado, voltando a atuar no 4-2-3-1 (fig.1) que levou o time a seus melhores resultados sob a tutela de Dunga.


Já a Itália veio novamente com o 4-3-3 utilizado desde o retorno de Marcelo Lippi ao comando da Azzuri, apostando na habilidade de Pirlo e De Rossi pelo meio e nas investidas pelas laterais do campo. (fig.2).


1º tempo

Com a bola rolando, a equipe italiana dominou as ações nos dez primeiros minutos (tendo inclusive um gol erradamente anulado), mas depois foi suplantada pela boa marcação e movimentação dos brasileiros. Enquanto Di Natale e Pepe, que deveriam ser os responsáveis por levar a bola em direção a um isolado Gilardino, foram completamente anulados pela boa marcação de Maicon e Marcelo, Elano e Robinho seguiram as orientações de Dunga à risca, acompanhando sempre que possível as descidas de Grosso e Zambrotta. Graças a essa marcação ferrenha pelos lados do campo e compactação por parte dos volantes Gilberto Silva e Felipe Melo, restou aos italianos apostar nos lançamentos de Pirlo para tentar qualquer coisa.

Já no ataque, meio-de-campo brasileiro se aproveitou do fato de ter 5 jogadores contra 3 para imprimir um ritmo acelerado de toques rápidos e movimentação intensa, principalmente com Robinho e Elano caindo pelos lados do campo. Não por acaso as melhores chances brasileiras, e os dois gols, aconteceram quando a bola passou pelos ex-jogadores do Santos entrando em diagonal na área adversária.

O 2º tempo

Na segunda etapa Lippi decidiu trocar quatro jogadores de uma vez e mudou o esquema para um 4-4-1-1, com a idéia de descer com mais força pelas laterais do campo e aproveitar o espaço entre a linha de defesa e os volantes brasileiros com o jovem Giuseppe Rossi (fig.3).



A Itália foi mais time durante toda a segunda etapa, mas a marcação brasileira continuou implacável, contando ainda com as brilhantes defesas de Julio César para salvar o time nos momentos de perigo.

No fim, o Brasil conseguiu uma importante vitória sobre uma grande equipe, que no entanto, não esteve inspirada, se mostrando até displicente em diversos momentos. Mesmo assim, o teste foi válido e Dunga segue forte pelo menos até o próximo jogo, contra o Equador na altitude de Quito.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A herança de Juande Ramos

Em outubro de 2008 o Tottenham resolveu fazer uma reformulação considerável em seu departamento de futebol. Seguindo um péssimo desempenho no campeonato inglês e contando com a fúria da torcida pelas negociações praticadas no inverno do ano supracitado, o presidente do clube londrino, Daniel Levy, decidiu fazer a limpa e demitiu de uma só vez o treinador Juande Ramos, os auxiliares técnicos Gus Poyet e Marcos Álvarez e o diretor de futebol Damien Comolli.

A reformulação ainda não mostrou muitos resultados, uma vez que o Tottenham ainda patina na Premier League, mas a política pós-Ramos já dá toda a pinta de que a diretoria dos Spurs percebeu a merda que fez.

Equívocos em série

Afora os resultados, a pior crítica que foi feita ao Tottenham foi a respeito da política de contratações praticada. Aí a culpa recai totalmente nos que foram demitidos e, em especial, sobre Damien Comolli.

O diretor empreendeu uma verdadeira jornada de absurdos nas contratações e vendas dos Spurs em julho do ano passado. Primeiro o Tottenham foi ao mercado, gastou horrores e trouxe de uma vez os meias-ofensivos Luka Modric, David Bentley e Giovani dos Santos, três jogadores promissores, mas que têm características de jogo parecidas e que ainda não podem ser chamados de craques ou qualquer coisa parecida.

Na sequencia os Spurs venderam Robbie Keane e Dimitar Berbatov, nada mais nada menos do que a dupla titular de ataque. A grana obtida daria pra cobrir o gasto com os três meias e ainda trazer algum nome top para o ataque, certo? Bom, o problema é que os nomes escolhidos para substituir uma das melhores duplas de frente do futebol mundial foram russo Roman Pavlyuchenko (que apesar de bom jogador ainda não é um nome consagrado) e a jovem promessa do Manchester United Frazier Campbell, que veio por empréstimo. Ou seja, em uma tacada só os Spurs encheram o time de meias ofensivos e trouxeram somente um atacante de relativa qualidade para substituir três bons nomes (Berbatov, Keane e Defoe, que havia saído em janeiro de 2008).

Pra piorar, o setor menos reforçado dos Spurs, o de marcação, começou a apresentar atuações pífias, principalmente com a lesão de Zokora, que fez com que os garotos Huddlestone e O'Hara tivessem que se virar na proteção a uma zaga que tinha dois zagueiros lentos, Woodgate e King, e dois laterais que não sabem marcar muito bem, Bale e Hutton (muito embora Corluka tenha dado uma melhorada no setor). Some a isto as panes de Gomes no gol londrino e a falta de entrosamento da equipe inteira e dá pra imaginar porque o Tottenham ficou todo o primeiro turno flertando com o rebaixamento.

Nova velha política

O despreparo nas contratações foi tão evidente que o Tottenham decidiu apelar para a seguinte máxima: "se antes o time era melhor então... vamos voltar àquele time". Assim, os Spurs pagaram 15,75 milhões de libras para ter novamente Defoe, que havia saído por 9 milhões há um ano atrás. Na sequência, acertou o retorno de Chimbonda, que tinha saído do clube no início de 2008, e boatos já dão conta de que a equipe de Londres fará uma consulta ao Liverpool para ter novamente o atacante Robbie Keane, reserva na equipe de Rafa Benítez.

Fica a dúvida de quanto mais o Tottenham vai gastar para consertar a besteira que fez no mercado de inverno e quanto tempo será que o time demorará para se reerguer e lutar por títulos novamente.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A queda do Liverpool passa por Benítez

É inegável que o Liverpool tem hoje o segundo melhor time da Inglaterra e um dos melhores elencos do mundo. Os bons resultados no Campeonato Inglês provam isso e mostram que, diferentemente de outros anos, os Reds agora têm força para buscar viradas espetaculares e se sobressair em jogos disputados, o que é essencial a uma equipe que pleiteia um grande título.

Mesmo assim, o time parece ter perdido a sua força nos últimos jogos e hoje já é muito plausível acreditar que o Manchester United tem tudo para faturar mais um caneco, deixando o Liverpool outro ano na fila.

A queda de rendimento dos Reds pode estar ligada a vários fatores, mas em minha opinião o principal deles é o treinador Rafa Benítez. Não que ele seja um técnico ruim ou qualquer coisa do tipo, mas seus comportamentos inadequados e opções táticas equivocadas vêm prejudicando muito a equipe.

Em boca fechada...

O espanhol começou uma sequência de declarações infelizes ao dizer que a Federação Inglesa favorecia Alex Ferguson e que o treinador dos Devils era o único que jamais seria punido por reclamações contra a arbitragem ou a organização do campeonato. Uma semana depois, Benítez achou coerente dizer à torcida do Liverpool e à toda imprensa inglesa que havia recusado uma oferta de renovação de contrato porque acreditava merecer uma maior autonomia dentro da agremiação.

Coincidência ou não, como bem observa o colunista Phil McNulty da BBC, logo após as declarações o Liverpool empatou com o Stoke City e com o Everton. Ao mesmo tempo, o United trucidou o Chelsea e fez a sua parte para despachar o Bolton na semana passada.

No campo

Já dentro das quatro linhas, vale ressaltar a "política de sacrifícios" que o espanhol vem empregando em sua equipe nos últimos jogos. Na formação que enfrentou o Everton nesta segunda-feira, nada menos do que quatro jogadores atuaram "improvisados" no 4-2-3-1 de Benítez; Carragher na lateral-direita, Xabi Alonso como primeiro volante, Gerrard como segundo volante e Robbie Keane como meia armador.

É verdade que nenhuma das mudanças é absurda dado que muitos de seus jogadores atuam com facilidade nessas posições (à exceção de Keane), mas é impossível não observar que todos eles rendem abaixo do que podem nessa situação.

A questão está longe de passar pelo esquema, que se provou muito eficiente na temporada até aqui, mas sim na colocação das peças. Um jogador do calibre de Gerrard tem é que jogar perto do único atacante do time, trazendo a bola da intermediária e batendo em gol ou armando as jogadas para Torres e os meias-externos da equipe. Robbie Keane, apesar de ser um atacante veloz e com bom passe, não serve para fazer essa função. Isso ficou nítido na atuação contra o Everton e, à bem da verdade, em todos os jogos em que o treinador insistiu em escalá-lo por ali. O irlandês ficou a partida inteira correndo atrás da bola sem sucesso, deixando o meio-de-campo sem referência pela faixa central e Fernando Torres isolado demais à frente.

Com Gerrard atuando em sua melhor posição, Xabi Alonso é quem deveria fazer o segundo volante, dando qualidade à saída de bola e subindo ao ataque quando possível. Para marcar os Reds já têm jogadores como Lucas e, principalmente, Mascherano, o que permitiria ao espanhol ficar mais livre no campo.

Já Carragher não foi tão mal assim, uma vez que está familiarizado com a lateral-direita, mas sua falta de velocidade muitas vezes prejudica o apoio ao ataque e abre espaços às suas costas (o sul-africano Pienaar que o diga). Talvez fosse melhor manter o espanhol Arbeloa na equipe, mas suas péssimas atuações fazem dessa improvisação a menos grave de Benítez.


Time ideal (e que vinha funcionando) do Liverpool



Se o Liverpool quiser ainda lutar pelo título desta temporada do Campeonato Inglês deve mandar o seu treinador focar o time na disputa e parar de inventar moda na hora de escalar a equipe. Do contrário, o tri do Manchester vai estar no papo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Quase como antigamente...

Marcantes no futebol do passado, os lançamentos precisos, feitos antes da intermediária e até do meio-de-campo, foram perdendo espaço ao longo da história do futebol. Sua utilização era muito condicionada ao espaço dado pela defesa aos jogadores capazes de fazer esse tipo de lance e ao tempo que o "lançador" tinha para realizar esse movimento.

Com o dinamismo e velocidade frenética dos campos, hoje é quase inimaginável pensar que jogadores capazes de fazer lançamentos sejam imprenscindíveis nos times do futebol mundial. O futebol hoje tem que ser rápido e dinâmico, de preferência com passes curtos e tabelas em direção ao gol. Não por acaso, os últimos dois melhores jogadores do mundo foram Kaká e Cristiano Ronaldo, símbolos dessa máxima do futebol objetivo e que vez ou outra traz aspectos mais plásticos.

No entanto, dois jogos do último fim de semana fizeram o torcedor lembrar um pouco da época em que o grande meia do time era o cara capaz de fazer lançamentos de 20 ou 30 m no pé dos atacantes.

A primeira partida em que esse fenômeno pôde ser observado novamente foi o jogo entre Manchester United e LDU na final do Mundial de Clubes da Fifa. Ciente da força de Cristiano Ronaldo e Rafael pelo lado direito do campo e da velocidade de Park e Evra pela esquerda, o time equatoriano se posicionou com duas linhas de quatro, nas quais Reasco e Bolaños atuavam quase como "laterais avançados", à frente dos laterais "convencionais".

Principalmente pela disposição tática, o poder de marcação da LDU se sobrepujou ao Manchester em diversos momentos da partida, fazendo com que o time inglês tivesse que apelar para... os lançamentos! Vendo que a forte marcação não dava espaço para as descidas pelos lados do campo, Anderson e, principalmente, Carrick mostraram qualidade para diversas vezes dominar a bola no meio-de-campo e, em vez de carregá-la para bater de frente com os volantes Urrutia e Araújo, mandá-la à distância para os rápidos Rooney e Tevez.

No fim o gol acabou saindo em uma jogada de penetração de Cristiano Ronaldo (até porque com um a menos ficava inviável insistir em lançamentos para um único atacante), mas a busca pelos lançamentos mostrou que os times que entram em campo somente para se defender não podem simplesmente se esquecer da possibilidade dos passes longos vencerem suas defesas.

Outro jogo que foi marcado pela "volta dos lançamentos" foi o embate entre Arsenal e Liverpool no Emirates Stadium. Barrado pelos volantes Lucas e Xabi Alonso do 4-2-3-1 de Rafa Benítez, os externos da linha de 4 do meio londrino (que contava com um improvisado Denílson fazendo o lado direito), teve que dar um jeito de fazer a bola chegar a Van Persie e Adebayor. O jeito novamente foram os lançamentos. Em uma bola milimétricamente colocada, Nasri conseguiu fazer um lançamento no pé de Van Persie, que só teve que ajeitar e fuzilar o goleiro Reina.

O empate dos Reds surgiu em jogada parecida, mas que de forma alguma pode ser caracterizada como lançamento, uma vez que a defesa do Liverpool rifou a bola para o campo de ataque e esperou para ver no que que dava. Mesmo assim, o chutão provou-se uma ótima saída para Robbie Keane se desvencilhar da marcação londrina, aproveitar a defesa alta e o grande espaço entre Gallas e Djourou para mandar a bola para dentro do gol.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O mata-mata da Champions League

A fase de grupos da Champions League chegou ao fim e com ela uma grande expectativa surgiu para o sorteio dos confrontos da próxima fase. Isso porque diversos times considerados favoritos à primeira posição em seus grupos acabaram chegando em segundo lugar, o que certamente poderá colocar grandes postulantes ao título em confronto logo na primeira fase eliminatória.

Como o regulamento prevê que times que fizeram parte do mesmo grupo não se enfrentem e que conterrâneos também não possam ser colocados para jogar, alguns confrontos têm mais chances de acontecer do que outros.

Abaixo as listas com os 16 times:

Primeiros colocados - Roma, Panathinaikos, Barcelona, Liverpool, Manchester United, Bayern de Munique, Porto e Juventus

Segundos colocados - Chelsea, Internazionale, Sporting, Atlético de Madrid, Villareal, Lyon, Arsenal e Real Madrid

Não vou me prestar a um exercício de futurologia aqui nesse momento, mas uma coisa já é certa por conta do emparelhamento possível: o Barcelona vai enfrentar ou o Chelsea, ou a Internazionale, ou o Lyon, ou o Arsenal.

E esse é só um dos grandes confrontos, posto que ainda dá pra acontecer um Manchester e Real Madrid, Juventus e Chelsea, Arsenal e Bayern de Munique e por aí vai.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Aprenda a fazer gols no Paraná

Constatação sem nenhum embasamento, mas divertida e interessante:

Se pegarmos a lista dos artilheiros do Brasileirão da Série A teremos os seguintes nomes:

Kléber Pereira 21 gols
Keirrison 20 gols
Washington 20 gols
Alex Mineiro 19 gols
Guilherme 18 gols
Borges 15 gols

Com excessão de Guilherme, todos os outros atacantes atuaram por equipes do Paraná de 2000 pra cá.

Kléber Pereira, Washington e Alex Mineiro foram goleadores pelo Atlético Paranaense logo no início da década.

Já Borges fez fama com a camisa do Paraná, enquanto Keirisson é jogador do Coritiba.

Dito isso, fica a seguinte pergunta: será que golear J. Malucelli, Cianorte e derivados edifica a carreira de um goleador?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O que todos se perguntam

Em um mundo esportivo caótico e recheado de incertezas, onde Belletti é um dos melhores meias do campeonato inglês e a seleção brasileira é dirigida por um trainee, somente uma dúvida ecoa nos ouvidos dos amantes por futebol:

O que acontece com o futebol do Chade?

A resposta está aqui.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Rumo a 2010: Venezuela 0 X 4 Brasil

No jogo que marcou o retorno de Kaká à seleção brasileira depois de 11 meses de ausência, o que se viu foi uma partida fácil para o escrete canarinho.

Contando novamente com uma empolgação demasiada dos adversários (tal qual o jogo contra o Chile), o Brasil deitou e rolou sobre um adversário pífio que poucas vezes chegou ao gol de Júlio César e que deu liberdade demais para Kaká e Robinho flutuarem no setor ofensivo.

Com três gols na primeira etapa, um de Kaká, um de Robinho e um de Adriano, o Brasil se resguardou no segundo tempo, mas ainda achou mais um gol com Robinho.

No final, um 4 a 0 previsível que não disse nada sobre nenhum dos dois times e que serviu bem aos propósitos de somar mais três pontos na competição continental.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Football Manager

Sim o blog ainda existe.

O que ocorre é uma extrema dificuldade de achar tempo livre para relaxar e postar.

Enquanto isso, fica aqui o link para uma matéria que fiz no site da Revista Trivela:

http://www.trivela.com/Futebol.aspx?secao=138&id=19738

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Rumo a 2010: Brasil 0 X 0 Bolívia

Assim como a maioria dos colunistas e jornalistas especializados no assunto, fiquei sem palavras para definir a atuação brasileira contra a Bolívia. Se eu citei ridículo e etc para partidas contra o Paraguai e Argentina, esse jogo foi talvez o pior que já vi da seleção canarinho.

Claro que a eliminação contra a França em 2006 foi sofrível, mas pelo menos teve alguma emoção (mesmo que seja pela atuação de gala de Zidane). Mas nada se compara ao papelão feita pela seleção de Dunga fronte um adversário fraquíssimo e que jogou boa parte do tempo com um a menos.

Sem vontade, sem apoio dos laterais, sem volantes chegando ao ataque, sem inspiração, sem nada! Acredito que não era bem essa a seleção esperada quando a CBF decidiu que Dunga seria O CARA para apagar os traumas da Segunda Era Parreira. Não era o público ridículo do Engenhão que estávamos aguardando em uma exibição do nosso time. E digamos que Júlio Baptista não era o cara que esperávamos chamar de melhor em campo em qualquer partida da nossa seleção.

Os problemas são os mesmos, mas o que preocupa de verdade é que o aprendiz Dunga continua referendado no cargo de treinador. Mesmo sem ter cacuete de técnico e sequer conseguindo motivar seus jogadores.

domingo, 7 de setembro de 2008

Rumo a 2010: Chile 0 X 3 Brasil

Ao final de um jogo "digno de Brasil" muitos deixaram-se levar pelos chavões de que o futebol alegre havia imprimido seu ritmo sobre os chilenos e mostrado porque somos os melhores do mundo e blablablá. Essa poderia ser uma interpretação boa para o resultado conquistado fora de casa. Contudo, o mais adequado seria responsabilizar o técnico chileno Marcelo Bielsa pela massiva vitória brasileira.

Empolgado com seu time ofensivo e estimulado pela imprensa e torcedores chilenos, que acreditavam em uma vitória, Bielsa mandou o time à frente com um ousado 3-4-3 achando que poderia matar o jogo logo no início. Não deu certo.

Mesmo não tendo uma atuação de gala, a seleção brasileira manteve-se tranqüila na defesa e aproveitou os espaços deixados pelas laterais, sobretudo por meio das arrancadas de Robinho, Ronaldinho e Diego, para construir o placar. Luís Fabiano também mostrou-se inspirado, marcando dois gols e ainda dando o passe para um tento de Robinho.

Mas, e o padrão tático, alvo de tantas críticas até aqui? De fato o Brasil mostrou-se aplicado em sua tática e sua formação no 4-2-3-1. O único problema, como já disse, é que a atuação não pode ser tão levada em conta, posto que o adversário colaborou ao tentar jogar de igual pra igual com os brasileiros e o técnico Bielsa "pangou" ao manter um esquema que tanto expôs seu time.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Olim piadas 2008: Conforme o planejado

Deu tudo certo.

Depois de um planejamento ridículo para a disputa dos Jogos Olímpicos, o Brasil caiu miseravelmente na semi-final contra a Argentina, deixando mais uma vez o sonho do ouro olímpico ir embora.

O que para muitos foi uma tragédia ou um acontecimento inconcebível, para a CBF foi um tiro certo que mata pelo menos duas questões com um golpe só. A primeira delas é que as portas para a saída de Dunga estão abertas, pois afinal de contas já há motivo para demiti-lo mantendo a tão valorizada "coerência" (algo que tanto o treinador quanto a entidade máxima do futebol brasileiro gostam de vender).

A segunda, um pouco mais conspiratória, é a de que agora existem argumentos factíveis para mostrar que colocar um "motivador" gaúcho no banco não significa bons resultados. Este fato por si só já dá margem para a escolha de qualquer outro treinador e, inclusive, para o retorno triunfal de V(W)anderlei(y) Luxemburgo ao posto máximo do futebol nacional.

Aliás, vale a pena perguntar: Alguém viu o Dunga quebrando o pau com os jogadores quando estavam perdendo o jogo (e a cabeça) contra a Argentina? Enfim...

A verdade é que o plano todo foi muito bem arquitetado e tomou como base o próprio torcedor que agora achincalha o pseudo técnico. Dunga foi um artifício muito inteligente pois era um símbolo do que supostamente a seleção precisava; um cara reclamão, motivador e cheio de vontade, mas que no fundo era uma figura frágil, sem poder político e sem qualquer trabalho anterior que o referendasse no cargo. Assim, sua única qualificação para se manter à frente da seleção brasileira eram os resultados, justamente o que o levou a muitas vezes abrir mão de testar a seleção olímpica para tentar aumentar o seu número de vitórias no comando do escrete. Ah os resultados! Os números que Dunga tantas vezes gostou de mostrar no fundo nada mais eram que um grito desesperado de: "Viram? Eu sou treinador!".

Com isso, não foi nenhuma surpresa quando o trainee assumiu o posto de treinador olímpico. Afinal, o ouro inédito para o Brasil seria uma coisa para calar a imprensa pelo menos até 2010. Não calou e Dunga nem vai aguentar até lá. O consenso geral é de que um empate nos próximos jogos das eliminatórias bota o treinador na rua.

PS: Vou me reservar o direito de não comentar a atuação contra a Argentina. Basta ler o que venho dizendo há quase um ano sobre a falta de padrão tático da equipe que fica clara a minha opinião sobre o que aconteceu.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Olim piadas 2008: O começo

Agora a moleza acabou. Daqui há algumas horas a seleção olímpica brasileira vai encarar o seu primeiro adversário de verdade desde que foi convocada.

E por de verdade eu não digo que Camarões seja um escrete de primeira potência, mas sim que o time africano é minimamente organizado, coisa que China, Nova Zelândia, Cingapura e Vietnã não eram e que a Bélgica passou perto de ser.

Pelo que vimos até aqui a promessa é de show da seleção com direito a toques fenomenais e passadas de pé desnecessárias por cima da bola. No entanto, quem viu os primeiros jogos do Brasil pôde perceber uma clara insubordinação de posicionamento e tática da maioria dos jogadores. No jogo da Nova Zelândia por exemplo, Diego chegou a virar volante em alguns momentos para que Hernanes armasse o jogo. Pato de centroavante foi uma verdadeira lástima e por muitas vezes Anderson pareceu sem função na equipe. Já o craque Ronaldinho Gaúcho resolveu ocupar a faixa de campo que gosta de jogar, o que lhe foi muito benéfico, mas, em um jogo de verdade talvez não pudéssemos nos dar a esse luxo.

De qualquer maneira amanhã é o dia para se ver se o Brasil joga por medalha ou apenas participa como figurante novamente.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Olim piadas 2008: O sorriso de Ronaldinho

O torcedor brasileiro pode dormir tranqüilo. A seleção vai jogar um futebol bonito e eficiente durante a disputa olímpica e trará o ouro inédito para o País. A causa não advém de futurologia ou dedução pelo o que a seleção apresentou diante de Cingapura e Vietnã, mas de um fato ainda mais importante: Ronaldinho Gaúcho voltou a sorrir.

Quem conhece um pouco de futebol, e Dunga conhece muito, sabe bem que não há defesa que pare um craque feliz e tampouco esquema tático que traga melhores resultados do que deixar o melhor jogador do time se divertir em campo. Por isso, a estratégia do Brasil nos Jogos será uma só: fazer o bi-melhor do mundo dar risada e deixá-lo jogar à vontade.

Porque afinal, venhamos e convenhamos, existe craque com sorriso mais bonito do que o Gaúchito?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Olim piadas 2008 : O motivo

E não é que na última hora o Real Madrid aprontou uma das suas e cortou o nosso "maestro" Robinho do escrete que pleitearia o ouro em Pequim?!

Apesar de dizer que esperava por isso o inenarrável Dunga certamente não ficou feliz. Afinal de contas, Robinho é onipresente em suas convocações e é o representante mais ilustre da filosofia "11 jogadores com livre arbítrio dentro de campo é igual a vitória".

De qualquer forma agora temos as desculpas necessárias para justificar o porquê de mais uma derrota olímpica. Não é falta de um treinador de verdade. Não foi o resultado ruim diante do combinado dos times B do Rio de Janeiro e tampouco o planejamento ridículo da CBF. A culpa é dos times europeus que nos sabotaram! A culpa é daquele povo que nos arranca, tal qual faz há 508 anos, o melhor de nossa terra! A culpa é destes crápulas que não quiseram ver o futebol alegre e jovial dos meninos de ouro!

Mas não há de ser nada. Este é um país cheio de craques e jogadores talentosos que certamente farão um milagre em Pequim sob a tutela do mestre Dunga e do maestro Teixeira!

E que venha Cingapura!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Rumo a 2010: Brasil 0 X 0 Argentina

A promessa para o grande clássico contra os hermanos era de um time, senão inspirado, pelo menos minimamente comprometido. De fato as coisas melhoraram em comparação com o jogo do Paraguai, mas a sensação de que o panorama não podia ficar pior contribuiu e muito para chegar a esse otimismo comedido.

Ciente de que alguma coisa deveria ser feita, Dunga mandou a campo um time com três volantes, mas com Anderson no lugar de Josué. A alteração deu resultado, mas só por um tempinho, uma vez que o volante do Manchester United teve que ser substituído. Daí em diante o time voltou a ser aquela coisa insossa e nojenta dos últimos jogos.

Sem padrão tático nenhum e com atuações péssimas dos laterais e volantes, o Brasil chafurdou em sua própria falta de criativdade e sucumbiu diante de seus próprios medos. Não demorou muito para que a torcida perdesse a paciência e vaiasse Dunga e os jogadores brasileiros.

No final o péssimo 0 a 0 ficou em segundo plano e o que mais chamou a atenção foi a súbita mudança da torcida e de toda a imprensa brasileira diante do antes incontestável e número um do ranking da FIFA, Carlos Dunga.

Mas há que se dizer: xingar o Ricardo Teixeira ninguém xingou.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Rumo a 2010: Paraguai 2 X 0 Brasil

Era uma derrota quase que anunciada. Nos dias que antecederam o desastre, o escrete canarinho pregava o discurso de que o Paraguai tinha um bom time e que o empate era um resultado a ser considerado.

Não deu outra.

Acuado e apático seriam dois bons adjetivos para a seleção brasileira no primeiro tempo sofrível contra os paraguaios, contudo, nenhuma das duas palavras seria suficiente para definir a bosta que foi o futebol do Brasil.

A razão é mais do que óbvia: a seleção continua sem padrão tático e conta única, e exclusivamente, com o talento de seus jogadores. O problema é que sem Kaká, sem Ronaldinho e com três volantes sem técnica não há a menor chance de termos estes lampejos de qualidade.

Sem saída de bola, nem pelas laterais e muito menos pelo meio, o Brasil foi mero espectador do jogo, assim como Dunga, que apesar das substituições ofensivas não conseguiu uma vez sequer ameaçar o Paraguai.

Para se ter uma idéia do pandemônio o lance mais comemorado pela torcida brazuca certamente foi a expulsão de Veron no início do segundo tempo. Momento este que veio seguido de uma ducha de água fria com o segundo gol do Paraguai.

E foi assim que o esquema ultra-vencedor de três volantes sucumbiu perante um Paraguai minimamente ajeitado. Já o "técnico" Dunga certamente não dormiu naquela noite. Deve ter se revirado a noite inteira pensando porque raios o esquema que bateu a Argentina na Copa América e que, em suas palavras, deu a vitória contra o Uruguai (a partir da entrada de Josué no lugar de Ronaldinho ) não deu certo nesta tarde abominável.